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Sequência de furtos de motos em prédios assusta moradores em Ribeirão Preto

G1

A sensação de insegurança tem se intensificado entre os moradores de condomínios em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Uma sequência de furtos de motocicletas, ocorridos dentro de garagens residenciais, acendeu um alerta para a vulnerabilidade de sistemas de segurança que, até então, eram considerados satisfatórios pela população. Somente em uma madrugada, ao menos três ocorrências foram registradas, evidenciando uma tática recorrente e agressiva por parte dos criminosos.

O episódio mais recente, ocorrido na última quarta-feira (16), concentrou-se na região do Jardim Anhanguera. A dinâmica dos crimes seguiu um padrão semelhante: os invasores arrombaram os portões principais para acessar as áreas internas e retirar os veículos. A Polícia Civil já iniciou as investigações, analisando imagens de câmeras de monitoramento para identificar os autores, mas, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.

O impacto humano por trás das estatísticas

Para além do prejuízo financeiro, os furtos geram transtornos profundos na rotina das vítimas. Um dos casos que mais repercutiu foi o da família da professora Karina Talita Secco. A motocicleta furtada de dentro de seu condomínio era o principal meio de transporte de seu marido, que a utilizava diariamente para se deslocar até o trabalho em Brodowski (SP).

Em depoimento, Karina lamentou a perda, destacando que o veículo não era um item de lazer, mas uma ferramenta de subsistência conquistada com esforço. Essa realidade é comum em Ribeirão Preto, onde a motocicleta se consolidou como uma alternativa econômica e ágil para o deslocamento intermunicipal e para o trabalho em aplicativos de entrega, tornando o furto um golpe direto na economia doméstica das famílias.

Tentativas frustradas e o papel da prevenção

Nem todas as investidas dos criminosos na mesma madrugada foram bem-sucedidas. Em outro endereço no mesmo bairro, câmeras registraram o momento em que ladrões forçaram um portão e tentaram levar uma motocicleta. No entanto, o veículo estava equipado com um dispositivo antifurto que travou as rodas, forçando os criminosos a abandonarem a ação e fugirem do local.

Especialistas em segurança pública apontam que, embora o investimento em infraestrutura de condomínios seja essencial, medidas individuais de proteção continuam sendo eficazes. A resistência oferecida por travas, correntes e alarmes muitas vezes é o fator decisivo para que o infrator desista do crime, buscando alvos que ofereçam menor resistência e maior rapidez na execução.

Raio-X da criminalidade: dados e locais de risco

Os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) reforçam a gravidade do cenário. Entre janeiro e julho deste ano, Ribeirão Preto contabilizou 134 furtos ou roubos de motocicletas. Esse número faz parte de um montante maior de 926 ocorrências envolvendo veículos em geral no município durante o mesmo período.

A análise geográfica dos crimes revela pontos críticos de incidência. As avenidas Abraão Issa Hallack e Thomaz Alberto Whately lideram as estatísticas com cinco registros cada. Outras vias de grande fluxo também aparecem no mapa do crime, como a Avenida Nove de Julho, a Via Norte e a Avenida Brasil. Esses locais são visados tanto pela facilidade de fuga quanto pela alta concentração de veículos estacionados ou circulando.

Modelos visados e o mercado ilegal

As motocicletas de baixa cilindrada são os alvos preferenciais. A explicação reside na grande frota circulante e na alta demanda por peças de reposição. Segundo a Polícia Militar, o motor propulsor dessa criminalidade é o mercado clandestino. As peças retiradas de veículos furtados são frequentemente comercializadas em desmanches ilegais e até em plataformas de venda pela internet.

O major da PM Gustavo Henrique Lázaro alerta para a responsabilidade do consumidor. Ao adquirir peças sem procedência ou com valores muito abaixo do mercado, o cidadão pode incorrer no crime de receptação, alimentando um ciclo de violência que acaba por vitimar a própria comunidade. A polícia reforça a importância de exigir nota fiscal e verificar a origem de componentes usados.

Orientações e desdobramentos

Diante da onda de furtos, a orientação das autoridades é para que proprietários e síndicos reforcem a vigilância. No caso dos condomínios, a revisão de motores de portões e a instalação de travas eletromagnéticas e iluminação reforçada são recomendadas. Para os proprietários, o uso de correntes de alta resistência e dispositivos que dificultem a movimentação da roda são medidas de baixo custo e alta eficácia.

A Polícia Militar mantém rondas estratégicas nos pontos de maior incidência, mas ressalta que a colaboração da vizinhança, por meio de denúncias via 190 ao notar movimentações suspeitas, é fundamental para o flagrante. O caso do Jardim Anhanguera continua sob investigação da Polícia Civil, que busca desarticular a quadrilha responsável por essa série de ataques às garagens da cidade.

Para acompanhar os desdobramentos desta investigação e outras notícias relevantes sobre segurança e cotidiano em sua região, continue acompanhando o Impacto1 Jornal. Nosso compromisso é levar até você a informação apurada com profundidade e o contexto necessário para compreender os fatos que moldam o nosso dia a dia.

Fonte: https://g1.globo.com

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