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Enem 2026: saiba como preparar o corpo e a mente para a reta final do exame

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) transcende a categoria de uma simples avaliação acadêmica para se tornar o principal rito de passagem para o ensino superior no Brasil. A apenas cinco dias da edição de 2026, a ansiedade toma conta de mais de 5 milhões de inscritos em todo o país. No entanto, especialistas alertam que, nesta fase do cronograma, o diferencial competitivo não reside mais apenas no volume de fórmulas decoradas ou regras gramaticais revisadas, mas sim na gestão eficiente do bem-estar físico e mental.

A maratona de provas, que se estende por dois domingos consecutivos, exige um fôlego comparável ao de atletas de alto rendimento. Com cerca de cinco horas de duração por dia, o exame coloca à prova não apenas o intelecto, mas a resistência postural, a capacidade de concentração prolongada e o controle emocional sob pressão. Por isso, especialistas defendem que a preparação agora deve mudar de foco: sai o estudo exaustivo e entra o cuidado estratégico com a 'máquina' biológica.

O cérebro como parte de um sistema integrado

Muitas vezes, o estudante comete o erro de dissociar o desempenho cognitivo da saúde do corpo. Rafaela Perim, gerente pedagógica da Escola da Inteligência, reforça em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia que o cérebro é um órgão que consome energia e depende de nutrientes e descanso. Segundo ela, comparar o Enem a uma maratona de cinco horas ajuda a entender que um corpo mal alimentado ou exausto não permitirá que o potencial intelectual seja entregue integralmente.

Essa visão sistêmica é fundamental para evitar o esgotamento na hora H. Quando o candidato negligencia necessidades básicas, ele aumenta a probabilidade de erros por falta de atenção em questões que, em condições normais, dominaria com facilidade. Cuidar do corpo, portanto, é uma etapa fundamental da própria pedagogia do exame.

O sono como ferramenta de consolidação de memória

Um dos maiores inimigos dos vestibulandos nesta semana é o hábito de sacrificar o sono para ganhar horas de estudo. No entanto, a ciência é clara: é durante o sono que o cérebro processa e armazena o conhecimento adquirido durante o dia. A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti de Lima Camara destaca que a privação de descanso é a principal causa do temido 'branco' na hora da prova. O cansaço mental impede que o cérebro acesse informações arquivadas na memória de longo prazo.

Além da quantidade de horas dormidas, a qualidade desse descanso é crucial. O uso excessivo de telas — celulares, tablets e computadores — antes de dormir é um hábito prejudicial que persiste entre os jovens. A luz azul emitida por esses dispositivos inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono, mantendo o cérebro em um estado de alerta artificial que impede o relaxamento profundo necessário para a recuperação cognitiva.

Alimentação estratégica: energia sem desconforto

O que o candidato ingere antes e durante a prova funciona como o combustível para sua performance. Especialistas recomendam que, nos dias que antecedem o Enem, o estudante evite inovações gastronômicas que possam causar reações adversas. A recomendação é manter uma dieta leve, porém nutritiva, evitando o jejum, que pode levar a episódios de hipoglicemia e perda de foco.

Durante o exame, a montagem de um 'kit de sobrevivência' alimentar deve ser criteriosa. Alimentos como frutas, barras de cereal e o tradicional chocolate (preferencialmente com maior teor de cacau) são indicados por fornecerem energia rápida. No entanto, a moderação é a palavra-chave. O excesso de açúcar ou gordura pode causar picos de insulina seguidos de sonolência e letargia, exatamente o oposto do que se busca em uma sala de prova. A hidratação constante com água também é indispensável para manter as funções metabólicas em equilíbrio.

Atividade física e o papel da socialização

Ainda que o tempo pareça escasso, a prática de atividades físicas leves pode ser o diferencial para aliviar a tensão acumulada. Alessandra Noceti sugere que mesmo aqueles que não têm o hábito de se exercitar podem se beneficiar de caminhadas e, principalmente, de exercícios de alongamento. O foco deve ser na coluna, pescoço e ombros, áreas que sofrem maior sobrecarga durante as horas de escrita e leitura.

Paralelamente, o suporte emocional não deve ser subestimado. O isolamento total em favor dos livros pode aumentar a sensação de pressão e solidão. Momentos de lazer e interação com amigos e familiares ajudam a humanizar o processo e a reduzir a carga de estresse, servindo como uma válvula de escape necessária para que o candidato chegue ao domingo com a mente mais leve.

Estratégia de estudo para os últimos dias

A recomendação pedagógica para esta reta final é direta: não tente aprender conteúdos novos. O tempo hábil para a absorção de conceitos complexos que não foram compreendidos ao longo do ano já passou. A prioridade agora deve ser a revisão de temas com os quais o estudante já tem afinidade, visando fortalecer a autoconfiança e garantir os pontos em questões de nível fácil e médio.

Ao focar no que já sabe, o candidato reduz a frustração e foca na eficiência. O Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que valoriza a coerência pedagógica: acertar questões fáceis e errar difíceis pontua mais do que o contrário. Portanto, garantir o domínio sobre os temas básicos e intermediários é uma tática inteligente e menos desgastante emocionalmente.

O Impacto1 Jornal segue acompanhando todos os desdobramentos do Enem 2026, trazendo análises, gabaritos e orientações para que você trilhe seu caminho rumo à universidade com segurança e informação de qualidade. Continue acompanhando nossa cobertura especial para não perder nenhum detalhe sobre este e outros temas fundamentais para o seu futuro e para a realidade brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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