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Polícia Civil de São Paulo intensifica combate a fraudes digitais com mais de 260 indiciados em 2026

G1

O cenário da segurança pública no estado de São Paulo em 2026 revela um campo de batalha cada vez mais virtual, onde a inteligência de dados substitui, em muitos casos, o confronto físico. Nos primeiros sete meses deste ano, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), vinculada ao Deic, demonstrou um esforço concentrado para frear a escalada de estelionatos eletrônicos. O balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) aponta que 268 suspeitos foram indiciados por fraudes digitais, resultado de uma série de investigações que buscam desmantelar o braço financeiro de organizações criminosas.

Ao todo, foram realizadas 73 operações policiais específicas para este fim entre janeiro e julho. A ofensiva resultou no cumprimento de 254 mandados de busca e apreensão e na retenção de 164 aparelhos celulares, que servem como peças-chave para a perícia identificar as redes de comunicação dos criminosos. Além disso, o Centro de Inteligência Cibernético conseguiu esclarecer 44 casos complexos, evidenciando que, embora o crime digital ofereça um falso senso de anonimato, o rastreamento técnico tem se tornado mais refinado e eficaz.

A psicologia por trás dos golpes e a vulnerabilidade dos dados

A relevância social dessas prisões e indiciamentos vai além das estatísticas de segurança; ela toca na confiança do cidadão no sistema financeiro e na economia digital. A maioria dos golpes aplicados atualmente não depende apenas de falhas técnicas nos aplicativos bancários, mas sim da chamada engenharia social. Criminosos utilizam informações vazadas ou obtidas ilegalmente — como nomes completos, CPFs e históricos de compras — para criar uma narrativa de credibilidade que induz a vítima ao erro.

O impacto desses crimes é devastador, atingindo desde jovens familiarizados com a tecnologia até idosos, que costumam ser o alvo preferencial de criminosos mais agressivos. A perda financeira muitas vezes é acompanhada de um trauma psicológico, gerando uma sensação de impotência diante de um inimigo invisível. Por isso, a atuação do Deic foca não apenas na prisão de quem executa o golpe, mas no rastreio do fluxo de dinheiro que alimenta outras atividades ilícitas no estado.

As modalidades que mais preocupam as autoridades

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem atuado em conjunto com as forças de segurança para catalogar as táticas mais recorrentes. Entre as principais ameaças identificadas em 2026, destaca-se o golpe da falsa central telefônica. Nele, o fraudador utiliza softwares para mascarar o número de telefone, fazendo com que a chamada pareça ser realmente do banco. Ao alegar uma suposta irregularidade na conta, o criminoso convence o cliente a realizar transferências de "segurança", que na verdade são o destino final do roubo.

O perigo do falso empréstimo e brindes inesperados

Outra frente crítica é o golpe do falso empréstimo consignado, que atrai pessoas em momentos de dificuldade financeira com promessas de taxas muito abaixo do mercado. A exigência de depósitos antecipados para "liberação de taxas" é o sinal de alerta que muitos acabam ignorando na urgência de obter o crédito. Da mesma forma, o golpe do falso presente tem se tornado comum em datas comemorativas. O criminoso entrega um brinde real, como flores ou chocolates, mas utiliza uma máquina de cartão com o visor danificado ou táticas de distração para cobrar valores exorbitantes no frete, muitas vezes clonando o cartão ou visualizando a senha da vítima.

Prevenção: a barreira mais eficiente contra o crime

A Polícia Civil reforça que a população precisa adotar uma postura de ceticismo digital. Instituições financeiras nunca solicitam senhas por telefone, nem pedem que clientes realizem transferências para anular operações suspeitas. A orientação máxima é: ao receber qualquer contato alarmista, desligue o telefone e utilize os canais oficiais de comunicação do banco, preferencialmente a partir de outro aparelho, para evitar que a linha tenha sido "retida" pelo fraudador.

A fiscalização em terminais de autoatendimento também deve ser redobrada. A ajuda de estranhos em caixas eletrônicos, por mais solícita que pareça, é um método clássico para a troca de cartões e visualização de senhas. A segurança digital é uma responsabilidade compartilhada entre o Estado, que deve investigar e punir, as instituições financeiras, que precisam investir em sistemas robustos, e o usuário, que deve estar atento às tentativas de manipulação.

Acompanhar a evolução desses métodos criminosos é fundamental para não se tornar a próxima estatística. No Impacto1 Jornal, mantemos o compromisso de trazer informações apuradas e contextos que ajudam o leitor a navegar com segurança em um mundo cada vez mais conectado. Continue acompanhando nossas atualizações sobre segurança pública e tecnologia para estar sempre um passo à frente das ameaças digitais.

Fonte: https://g1.globo.com

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