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Adolescente de 16 anos desaparece após sair para escola no litoral de SP: ‘Estou desesperada’, diz mãe

G1

O município de Peruíbe, no litoral de São Paulo, vive dias de angústia e intensa mobilização após o desaparecimento de Isabella Lorena Souza Santos, de 16 anos. A adolescente foi vista pela última vez na noite da última terça-feira (27), quando deixou sua residência com o objetivo de frequentar as aulas no período noturno. O caso, que já mobiliza as redes sociais e as autoridades locais, levanta um alerta sobre a segurança de menores e o desespero de famílias que enfrentam a incerteza do paradeiro de seus entes queridos.

De acordo com os relatos da família, Isabella saiu de casa por volta das 18h40, um trajeto que deveria ser curto e rotineiro. O destino era a Escola Estadual Dr. Francisco Pereira da Rocha, localizada a apenas cinco minutos de caminhada da casa onde mora. No entanto, a rotina foi quebrada quando a jovem não retornou no horário habitual, por volta das 23h, dando início a uma busca incessante que já ultrapassa as fronteiras do bairro.

O silêncio digital e a ausência de comunicação

Um detalhe que agrava a preocupação da família e dificulta as buscas imediatas é o fato de Isabella estar sem o seu aparelho celular. Segundo a mãe, Naiara Lorena Souza Santos, de 38 anos, o equipamento havia sido retirado da adolescente como uma medida disciplinar há cerca de 15 dias. O castigo ocorreu após a jovem descumprir o horário combinado para retornar de uma festa, o que gerou um atrito familiar na ocasião.

Sem o telefone, não há possibilidade de rastreamento por GPS ou contato via aplicativos de mensagem, ferramentas que costumam ser cruciais nas primeiras horas de um desaparecimento. Ao perceber que a filha não voltava, Naiara foi até a unidade de ensino e recebeu a confirmação que mais temia: Isabella sequer havia entrado na escola naquela noite. A mochila escolar era o único item que a adolescente carregava consigo ao sair de casa.

O peso de um trauma do passado

Para a família de Isabella, o desaparecimento não é apenas uma situação de crise atual, mas o gatilho para uma ferida que nunca cicatrizou. Naiara revelou que a sensação de <i>déjà vu</i> é paralisante, pois a família já enfrentou uma tragédia semelhante há três anos. Na época, um sobrinho de Naiara também desapareceu e, após dias de buscas, foi encontrado sem vida.

A dor da perda anterior intensifica o medo de que o desfecho se repita. "Eu não consigo comer, eu não consigo dormir, eu estou desesperada. Saber que pode acontecer a mesma coisa que aconteceu com ele está me destruindo", desabafou a mãe em entrevista. Esse componente emocional traz uma carga ainda mais dramática ao caso, evidenciando como a violência ou o desaparecimento de jovens impactam profundamente a saúde mental e o tecido social das comunidades periféricas e litorâneas.

Mobilização comunitária e investigações

Diante da falta de notícias, a população de Peruíbe demonstrou uma rede de solidariedade robusta. Cartazes com a foto de Isabella foram espalhados por estabelecimentos comerciais e amplamente compartilhados em grupos de mensagens e redes sociais. A mãe afirma que tem recebido diversas mensagens de moradores tentando ajudar, incluindo relatos de que a adolescente teria sido vista acompanhada de uma amiga e de um homem desconhecido.

Apesar dessas pistas informais, nenhuma informação concreta levou ao paradeiro da jovem até o momento. O caso foi registrado junto às autoridades policiais e o Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o desdobramento da ocorrência. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi consultada sobre o andamento das investigações, mas ainda não emitiu uma nota oficial detalhando os passos do setor de inteligência ou das buscas de campo.

A importância das primeiras horas e o protocolo de buscas

Casos como o de Isabella reforçam a importância de uma ação rápida. Especialistas em segurança pública destacam que a ideia de esperar 24 ou 48 horas para registrar um desaparecimento é um mito perigoso. Em situações envolvendo menores de idade, o registro deve ser imediato, permitindo que as polícias Civil e Militar iniciem o patrulhamento e a verificação de câmeras de segurança o quanto antes.

Em Peruíbe, o uso de imagens de monitoramento de casas e comércios no trajeto entre a residência da família e a escola Dr. Francisco Pereira da Rocha pode ser determinante para entender se a jovem foi abordada ou se mudou voluntariamente seu percurso. A comunidade aguarda com expectativa qualquer atualização que possa trazer Isabella de volta para casa em segurança.

O desaparecimento de crianças e adolescentes é um problema de ordem nacional que exige políticas públicas eficientes e uma rede de proteção atenta. Enquanto as respostas não chegam, a família de Isabella Lorena permanece em vigília, contando com o apoio da sociedade para que o final desta história seja diferente daquele vivido há três anos.

O Impacto1 Jornal segue acompanhando o caso de perto, trazendo atualizações conforme novas informações forem confirmadas pelas autoridades. Nosso compromisso é com a verdade e com a prestação de serviço à sociedade, mantendo você informado sobre os fatos que impactam o cotidiano do litoral e de todo o país. Continue acompanhando nossas plataformas para ler análises aprofundadas e reportagens exclusivas sobre este e outros temas de relevância pública.

Fonte: https://g1.globo.com

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